ANGST IN MY PANTS

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27 março, 2007

Dos últimos dias/semanas

-- O novo (último?) disco de Wiley, Playtime is Over, faixa a faixa + entrevista extensiva com o mestre Yoda. O primeiro single toca no site da sua editora.
O novo disco de Dizzee Rascal, Maths and English, faixa a faixa. Joss Stone ficou de fora, felizmente.

-- Amy Winehouse e Mutya Buena em dueto? E a fazer uma versão de "Be My Baby" das Ronettes? Damn.

-- Fabricator é o novo álbum dos Bodies Without Organs. Em Setembro.
De uma entrevista:
"The album will be released in September and will have what we call a hyper-electronic sound. The songwriting will of course be in focus, as always. But the sound has been inspired this time by the trance music of the early 1990s and the early electro pop of the late 1980s. It will be a very varied album, with songs from 60 bpm up to 140 bpm!"
Mais: Bodies Wihout Organs + Pet Shop Boys? DAMN.
"We know Pet Shop Boys very well and have actually talked about doing something together. But I don't know if Neil Tennant is comfortable with standing singing next to Martin? ;-)"
-- Panda Bear em defesa dos 4Taste:
"(...) não acho que seja justo avaliar algo como os Deerhoof e os 4Taste utilizando os mesmos critérios. No caso dos 4Taste temos que pensar em qual é o objectivo da música deles, o que é que eles realmente querem da música. Primeiro temos que ter em conta que eles são uma banda fabricada pela telenovela. (...) a audiência para esta música é constituída essencialmente por jovens, na maior parte raparigas e tendo em conta isso acho que a música está muito bem feita para esse público. A música deles é extremamente catchy e lembro-me quando surgiu a nova temporada dos “Morangos com Açúcar” e a música do genérico era uma nova dos 4Taste, só a ouvi uma vez e fiquei a sabê-la logo de cor, sendo que é muito difícil escrever uma canção assim tão bem. Acho que o vocalista canta bem, está produzida de uma forma que faz sentido para a música. Isto sou eu a defender a minha escolha dos 4Taste como a minha banda preferida do momento. Basicamente acho que não é justo julgar tudo na mesma perspectiva."
-- O melhor refrão de Shock Value, o novo álbum de Timbaland: "Way I Are (feat. Keri Hilson & D.O.E.)"

-- Robyn em entrevista ao Guardian:
"I think I'm always adopting a persona," she says. "That's how I look at pop music. I don't feel like I have to be myself. I feel like I have to be true to myself, but I don't have to show an exact picture of who I am."

(...) Her new record was intended as tribute to her inner teenager. "I had this picture in my mind of when I was 15 and I used to go on the subway with my Walkman on and listen to Biggie, and I used to feel like I was on top of the world. It made me feel really powerful and strong." She raises her fists and shadowboxes. "I wanted to get back to the original motivation for doing music: that pure thing you have when you're 15."
-- Os Justice trazem os Jackson 5 para o séc. XXI com "D.A.N.C.E". Brilhante.
Do the D.A.N.C.E.
one-two-three-four-fight
Stick to the B.E.A.T.
get ready to ignite

23 março, 2007

Ballroom Blitz


Melhor música de sempre?

12 março, 2007

Dos últimos dias

    -- Talvez tenha sido da concentração de mediocridade que se ouviu no passado Sábado no Festival da Canção, mas "Será Cedo", interpretado por Melo D e Elaisa, soou francamente bem. Produzido e composto por João Barbosa e João Gomes, com letra de Kalaf, "Será Cedo?" pode ser ouvido no MySpace (na versão normal e instrumental):
http://myspace.com/seracedo

Vale pelos ecos de "The Robots" dos Kraftwerk e "Gossip Folks" de Missy Elliott, pelos versos suspensos, por "será que é medo do eterno hoje?" e por ter havido Enchufada num Festival da Canção. Yah.

    -- "O Melhor da Música Portuguesa" é o nome da colecção que começará a ser distribuída com o Público na próxima Sexta-feira (16 de Março). A compilação foi dividida em três volumes organizados por temas, cada um deles constituídos por três CDs. Cada volume é acompanhado de textos de David Ferreira, director da Emi Music Portugal e responsável pela selecção das músicas que compõem a colecção.
Volume I
16 Março: CD1 + caixa (grátis)
1957/2007: os anos passam a correr (Amália R., Alfredo Marceneiro, José Afonso, C. Paredes, J. M. Branco, S. Godinho, R. Veloso, GNR, Madredeus, Clã, Da Weasel, JP Simões)

17 Março: CD2 (grátis)
1957: ontem (Carlos Ramos, Hermínia Silva, Max, Alberto Ribeiro, Luís Piçarra, João Maria Tudela, Tony de Matos, Trio Odemira, Milu, João Villaret, Amália R.)

18 Março: CD3 (grátis)
2007: hoje. E amanhã. (Da Weasel, JP Simões, Filarmónica Gil, O I O Ai, Mundo Secreto, Buraka Som Sistema, Sam the Kid, Paulo Praça, Maria João, Jorge Cruz, Jorge Plama, Lena D’Água, Ana Moura)

Volume II
23 Março: CD1 + caixa (grátis)
Era uma vez… o Rock Português (R. Veloso, Táxi, GNR, UHF, Trabalhadores do Comércio, Grupo de Baile, Roquivários, A. Variações, Rádio Macau, Xutos & P.)

24 Março: CD2 (jornal + €3,90)
Num Mundo Sempre Pop (Heróis do Mar, Delfins, Ban, M. M. Guedes, Gabriela Schaaf, Afonsinhos do Condado, Doce, C. Paião, L. D’Água, Lara Li)

25 Março: CD3 (jornal + €3,90)
A Música Popular Portuguesa (J. M. Branco, Vitorino, Madredeus, Sétima Legião, Trovante, António Pinho Vargas, S. Godinho, Mafalda Veiga, J. Palma, Né Ladeiras, Pedro Caldeira Cabral)

Volume III
30 Março: CD1 + caixa (grátis)
Eléctrico (X & P, GNR, Humanos, P. Abrunhosa, Da Weasel, 7ª Legião, Clã e S. Godinho, R. Macau, Santos & Pecadores, R. Veloso)

31 Março: CD2 (jornal + €3,90)
Acústico (Humanos, Resistência, Trovante, Rio Grande, Clã, J. Palma, M. Veiga, Ala dos Namorados, Mesa, S. Godinho)

1 Abril: CD3 (jornal + €3,90)
Recital (Carlos do Carmo, Madredeus, C. Paredes, R. Veloso, Ala dos Namorados, Vitorino, L. Represas, Camané, João Villaret, J. M. Branco)

11 março, 2007

(...)

"When I write about pop, I do not only seek to represent some pre-existing enjoyment; I seek to intensify and extend the enjoyment that I take from listening. It is an auto-erotic process, which more often than not makes me enjoy the 'experience' of a record more when I return to it. In this way, the enjoyment of the music is not confined to the times when one is actually listening to it; the images, thoughts and affects which the music throws up linger long after the record has stopped playing."



09 março, 2007

I don't think I'll ever sleep till morning


Nicole Atkins - The Way It Is

É quando a voz de Nicole Atkins sai disparada que "The Way It Is" ganha vida e ataca as defesas de quem a ouve.
Um bom uso de vibrato, um somatório de Patsy Cline + crooning + girl groups, os acessos de pânico na voz de Atkins e a petrificação causada por esse esvaziamento de alma são os superlativos da canção.

"The Way It Is" é o single que antecede o lançamento do primeiro álbum da norte-americana Nicole Atkins. Neptune City está a ser gravado na Suécia com Tore Johansson (produtor de trabalhos dos Cardigans, Bertine Zetlitz, Saint Etienne, etc.).

http://www.nicoleatkins.com
http://www.myspace.com/nicoleatkins

08 março, 2007

Dos últimos dias

    -- O recém-reformado (do MCing) Wiley em entrevista à FACT:
"(...) you need to look at why those MCs like Dizzee, and Kano aren’t as good as that anymore. Because they left. Pirate radio is like training, you get me? It’s like football training before a big match: a big grime rave like Sidewinder is like a huge match. As soon as they left grime and left pirate radio, they left all that training, and you need to do that training. (...)"

How optimistic are you about grime’s future?
"Grime’s not gonna blow for at least 10 years. The scene’s healthy, but hip-hop took what? 20 years? And then everyone was like, “raah, hip-hop”. Jungle, drum and bass: some of them DJs are millionaires now, but that took 10 years."

…and you’ll be long gone by then
"That’s what I saw! I looked ahead and saw that when grime does blow, it’s not going to be me leading it. It’s going to be some kid, having fun. So it’s time for me to get out. "
    -- Danja/Timbaland continuam a provar que "My Love" é infinito. Depois de "Icebox" de Omarion, a reciclagem / reutilização / reaproveitamento prossegue com "Anonymous" de Bobby Valentino.

    -- Timbaland quer ajudar Britney Spears:
"I feel her pain, it really bothers me. I'm the type of person who tries to save the world. I just want to take her away, go overseas, and work (it) out."
Timberlake está também incluído no plano.

    -- A disputa Scott Storch vs. Timbaland tem tido a sua piada. Timbaland responde com "Piano Man":

"You've got some motherfucking nerves. Dissin' a black man in Black History Month? And then on top of that you called him a nigger? And you're dissin' us with a reggaeton artist? That did a song with MC HAMMER??".

Piano Man 0 - Timbo 1



É bonito

Siobhan

Mutya

Siobhan Donaghy e Mutya Buena, as ex-Sugababes.



Groove Armada - Song for Mutya

- "Out of Control (Song for Mutya)" é um tema do novo álbum dos Groove Armada.
- É cantado por Mutya Buena, o mais recente elemento a sair das Sugababes.
- Não é muito improvável que "Song for Mutya" seja sobre Amelle Berrabah, o elemento que a substituiu nas Sugababes (escassos dias após a sua saída).
- Se assim for, Mutya Buena não ficou particularmente contente com a substituição ("That's who has replaced me? What a diss.").
- Mas também é provável que "Song for Mutya" seja sobre um ex-namorado de Mutya. Se for este o caso, não terá tanta piada.
- O enredo: Mutya está a conduzir. Quando chega a um semáforo vermelho, pára, olha para a sua direita e vê a tal rapariga.
- Enquanto conduz, Mutya ouve Prince: "I got Prince singing 'Hot Thing' to me, I know every line".
- "Song for Mutya" é brilhante:
- pelas transições entre Mutya a falar e Mutya a cantar.
- por Mutya falar sobre si na primeira e na segunda pessoa do singular.
- porque Mutya está a falar consigo própria.
- por Mutya estar a cantar sobre o facto de estar a ouvir uma canção.
- por essa canção ser de Prince. Por essa canção ser "Hot Thing" e estar assim de forma subliminar a dizer que Mutya é a "hot thing".
- pelo (pré-)refrão cantado numa escala ascendente.
- "Don't panic-panic Mutya".

07 março, 2007

O grime não morreu (parte 2)



Ruff Sqwad feat. Maxwell D - I'm From a Place

06 março, 2007

O grime não morreu (parte 1)



Essentials feat. Snipekeedo - So Much Better

04 março, 2007

R&B e o 11 de Setembro

"2001 was the year that R&B became America’s default pop music."

A frase é de Sasha Frere-Jones e está integrada no abstract da sua entrada na EMP Pop Conference deste ano (19-22 de Abril). S/FJ tentará extrapolar uma teoria da razão por que o R&B se tornou o género musical mais popular na América em 2001. Doze das 15 canções que chegaram ao topo da tabela Billboard Hot 100 nesse ano enquadram-se no R&B.

"The first thing pop had to say about 9/11 was this: nothing". Escreve S/FJ que a cabeçada de Zidane no último Mundial se tornou um êxito pop muito mais rapidamente que o 11 de Setembro. Acrescenta no entanto que o episódio de Zidane "is already pop: instantaneous, hypnotizing, slightly inexplicable at first, then infinitely explicable, and able to stand for anything. 9/11 evades everything but itself. Its historical weight overwhelms encapsulation at smaller levels—pop, comedy sketches, newspapers—and, at the level of image, it was instantly already its own advertisement, commentary and permanent museum."

"2001 is notable not for a change in topic, but the completion of a takeover that had been in the works for years. 2001 was the year that R&B became America’s default pop music. R&B had been strong before 2001, but not hegemonic."

S/FJ refere também que o 11 de Setembro não encontrou ainda a sua forma poética, “unless we consider the entire internet as a poetic form”.



"Hip-hop is dead"?

A queda das vendas de música rap, acrescida às críticas internas aos efeitos negativos da sua cultura, estão, segundo um artigo de Nekesa Mumbi Moody, a prenunciar o declínio da sua popularidade.

Embora a diminuição da compra de música seja geral, as vendas de rap desceram 21% de 2005 para 2006. Pela primeira vez em 12 anos, nenhum álbum de rap constou dos 10 mais vendidos do ano.

Um estudo do Black Youth Project, citado por Davey D num artigo de 1 de Março, indica que, embora 58% dos inquiridos ouça hip-hop diariamente, a maioria considera que os seus temas são demasiado violentos e que as mulheres são tratadas de forma ofensiva. O autor acrescenta que estes dados indiciam o segredo "sujo" da indústria musical: "Os negros são amplamente usados para validar temas que são vendidos ao mainstream branco. Ou seja, enquanto que 90 por cento dos artistas de rap comercial na televisão e rádio são negros, a audiência alvo encontra-se fora da comunidade negra".

Davey D encontra no lado corporativo da música e na mentalidade interesseira dos seus executivos o motivo da afirmação "Hip-hop is dead", com a qual o rapper Nas denominou o seu último álbum. Paul Porter, um anterior programador da BET (Black Entertainment Television), considera que a morte do hip-hop está unicamente relacionada com o payola, usado com o fim de serem transmitidas músicas com temas violentos e sexuais.

Entretanto, um artigo de Kim Mulford publicado ontem anuncia como contraponto a "ascensão" do hip-hop cristão. Os adeptos do género "servem-se da sua música para chegar a pessoas desinteressadas pela igreja tradicional". Existem no entanto seguidores que estão a dificultar a vida dos rappers cristãos genuínos. O produtor de hip-hop Kris Bell afirma que estes aparecem na igreja "vestidos como o Tupac e tocando-se como os rappers seculares fazem". "Para muitas pessoas, essa é a forma de Satanás se infiltrar na igreja", conclui.

03 março, 2007

Dos últimos dias

- Entrevista com Mary Weiss. Dangerous Games, o primeiro disco a solo, 40 anos depois das Shangri-las, sai neste mês.
Sobre o seu MySpace:
“I did my page myself. I didn’t want anyone else to touch it. I talk to people every day, and I go in and look at what young people are listening to. And their tastes are so all over the place and so sophisticated. They’re grounded. They’re listening to stuff from the forties, really good stuff! I went ‘Whoa,’ and thought, There’s room for me. But I didn’t know that before MySpace.”
Mais importante ainda, ao contrário do que alegavam algumas interpretações que foram sendo feitas, "Past, Present and Future" das Shangri-Las não é sobre uma violação: “It’s about being hurt and angsty and not wanting anyone near you.”

- Holy rap:

For the first time, the prestigious Grammy Awards included a category for best rock or rap gospel album. (...)

They rap about their relationship with God, about being holy. (...) They rap about (treating) their body as a temple, about not having premarital sex ... about how the devil is trying to attack them, how God saved them ... just what pertains to their life."(...)

A number of gospel rap artists were once secular stars. Mr. Del (aka Delmar Lawrence) from Memphis left the controversial and platinum-selling rap group Three 6 Mafia to become a Christian rapper.


- "Song For Mutya" [Buena, ex-Sugababes] dos Groove Armada é brilhante.